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24 de fevereiro de 2015

A lei do menor esforço



Já nos habituamos a ver um pouco de tudo no concurso de Contratação de Escola. Contudo, ainda há quem me consiga surpreender pela aplicação da "lei do menor esforço". A publicação desta lista é disso exemplo. Repare-se no pormenor de mestre da alínea a) com que despacham a avaliação curricular de quase todos os candidatos: "a) O candidato ainda não foi avaliado nos critérios 1, 2, 4, 5, 6 e 7, em virtude de, neste momento, não ser possível alcançar (com a pontuação máxima nestes critérios - 6 valores) a pontuação final do 1.o candidato."


Interessante, não?

Só é pena que o matemático não tenha equacionado que a ordenação possa estar errada e que nem teoricamente a sua lei pode ser aplicada.

Repare que se, por exemplo, os candidatos 6, 7 ou 8 tiverem a mesma avaliação curricular que o candidato 5 (mais 6 valores) qualquer um deles pode ficar em segundo lugar. 

Aqui ficam umas continhas, bem explicadas, para matemático entender melhor:

  • O candidato de ordenação 6 (13,348+6=19,348) ficaria em segundo lugar e o que foi inicialmente ordenado em segundo lugar (19,201) ainda poderia ser ultrapassado mesmo pelo candidato de ordenação 8 (13,243+6=19,243).
O melhor seria refazer a lista, não vá alguém lembrar-se de reclamar...
Mas que chatice! Dá trabalho!

P.S. Já agora copie-se nova assinatura para colar




OBSERVAÇÕES:
a) O candidato ainda não foi avaliado nos critérios 1, 2, 4, 5, 6 e 7, em virtude de, neste momento, não ser possível alcançar (com a pontuação máxima nestes critérios - 6 valores) a pontuação final do 1.o candidato.
b) Os candidatos com Habilitação Própria são admitidos excecionalmente e após esgotada a possibilidade de colocação de docentes profissionalizados.
c) Candidato selecionado

Mais facilitismo...

Mas os Conselhos andam todos a tomar do mesmo?


"O Ministério da Educação e Ciência confirmou que já recebeu a proposta do CCISP. O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) propôs ao Governo uma alteração das regras de acesso ao ensino superior para estas instituições, eliminando a obrigatoriedade de aprovação nos exames de acesso, revelou um sindicato."

23 de fevereiro de 2015

Do facilitismo...

Conselho Nacional de Educação defende fim dos chumbos


"Órgão consultivo do Ministério da Educação diz que retenção dos alunos sai demasiado cara ao Estado, pode provocar "problemas emocionais" nos alunos e não é eficaz."



Num país em que proliferam os casos de corrupção e o chico-espertismo, faz todo o sentido uma medida destas. Mas que rico conselho!

15 de fevereiro de 2015

Autonomia - Uma ferramenta que acentuará as assimetrias no ensino


"A alteração à portaria relativa à autonomia curricular, que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) enviou para publicação em Diário da República, vai permitir a mais de duas centenas de escolas especializarem-se desde o ensino básico. O documento permite roubar até 25% da carga curricular de algumas disciplinas para reforçar outras, que sejam consideradas mais relevantes. “No limite, permite começar a preparar uma criança para entrar em Medicina desde o 5.º ano”, exemplificou nesta quinta-feira o director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), Queirós e Melo."

3 de fevereiro de 2015

O ministro do quase e dos 20.


Não é que a personagem quase acabou com os horário zero que criou.

Não é que o matemático quase não dava nenhum erro matemático, não fosse o da fórmula da BCE. 

Mas também o que é um erro matemático de um ministro matemático à beira de 20 erros ortográficos numa frase escrita por um professor candidato a professor. 

Espera lá! 

Por dar os erros já conta como professor mas para fazer a prova conta como candidato? 

Já sei! Passou na prova!

Embrulha!




2 de fevereiro de 2015

Uma questão de PACC para uma direcção perto de mim

Numa situação em que o docente A substitui o docente titular de um horário de 11 horas, e B substitui A, como é possível que quando o docente titular retoma o serviço, o docente A em serviço termine o contrato, e ao docente B lhe seja atribuído novo serviço em horário completo?

E dizem assim as páginas 19 e 49, respectivamente, doManual do Utilizador – Horários, Colocações e Contratos – 2013/2014.pdf

"Por exemplo, o docente A, titular do horário; foi substituído pelo candidato B, que por sua vez, foi substituído pelo candidato C, e este por fim, foi substituído pelo D: B substituiu o A, pelo motivo que levou à substituição de A;  C substituiu o B, pelo motivo que levou à substituição de B; D substituiu o C, pelo motivo que levou à substituição de C.  Nestes casos, as colocações dos candidatos contratados finalizarão quando o docente que deu origem ao pedido do 1º horário se apresenta. No exemplo referido anteriormente, as colocações de B, C e D finalizarão quando A se apresenta, desde que, cada um deles, tenha cumprido a duração mínima estipulada, ou seja, um período mínimo de 30 dias (incluindo o período de férias)." 

"Só poderão ser submetidos aditamentos com um máximo de 7H (Aditamento substitutivo em função do aumento de horas e Aditamento em função do acréscimo de Grupo de Recrutamento)Face às diferentes necessidades que surgem nos Agrupamentos de Escolas ou Escolas não Agrupadas, o candidato poderá permanecer em exercício de funções após a finalização da colocação inicial desde que se encontre a vigorar um aditamento substitutivo em função do aumento de horas ou um aditamento em função do acréscimo de Grupo de Recrutamento." 


o ponto 9 do Artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 83-A/2014 de 23 de maio está assim redigido:

"9 — O contrato destinado à substituição temporária de docente vigora pelo tempo necessário à sua substituição ou até ao 3.º dia útil a contar do dia imediato ao da apresentação do docente substituído, sem prejuízo do disposto no número seguinte." 
(10 — No caso do docente substituído se apresentar durante o período de realização dos trabalhos de avaliação, o contrato mantém-se em vigor até à sua respetiva conclusão.)

Requalificação - Fazer a festa, deitar os foguetes e apanhar as canas.

Depois de um exercício de engenharia curricular cujo o resultado foi um elevado número de professores com horário zero (e um estrangulamento do número de professores contratados), o engenhocas da 5 de Outubro, andou mais de dois anos a pagar vencimento a esses mesmos professores com horário zero, sem que deles tirasse proveito profissional do que melhor estavam preparados e treinados a fazer, para agora lhes arranjar "tacho" em horários feitos a martelo, Fundação, PIEF´s e Equipas Multidisciplinares, não fosse ficar salpicado com o estrugido curricular que listou muitos para requalificação em ano de eleições.
Da hipocrisia nata é ser recadeiro e vangloriar-se com a redução de professores com horário zero que essa tropilha criou!



Mobilidade 2014-2015 - PIEF-Equipas Multidisciplinares-Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA".pdf